Memórias Paroquiais

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Gavião - Belver

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Belver, 1758, Outubro, 06
Memória Paroquial da freguesia de Belver, comarca do Crato
[ANTT, Memórias Paroquiais, vol. 6, nº 86, pp. 621 a 635]


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N. 86
Rellação da Villa de Belver \C. Crato/1 sobre os interrogatorios seguintes
1. Fica a Villa de Belver na Provincia da Beira bayxa Priorado do Crato Comarca
do mesmo, e Provedoria de Tomar.
2. He do Serenissimo Sr. D. Pedro Infante de Portugal como gram Prior do Crato.
3. Tem a Villa em si sessenta e seis vizinhos, e junto com o termo duzentos, e trinta
e sete, e pessoas entre termo, e villa outo centos. e des.
4. Está situada no proclivo do Rio Tejo parte em planicie, e parte em ladeira della
se não descobre villa algũa e só se descobre hum cazal da outra parte do Tejo chamado
o Cadafás termo do Gavião, que dista meya legoa.
5. Tem seu termo, que terá de comprido legoa, e meya, e de largo em partes hũa
legoa com os seus lugares, ou Cazaes que por todos são treze chamados Alvisquer,
vizinhos doze, Area vizinhos oito e Alagoa vizinhos quartro (sic), Monte Fundeiro, e
Azinheira vizinhos doze; Marco Branco vizinhos seis; Outeiro vizinhos onze; Monte
alegre vizinhos quatro; Alfanzirão vizinhos tres, val de Pedro Dias


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Vizinhos cinco, Cravada vizinhos hum, Villar da mó vizinhos quinze, Val do Coelho
vizinhos nove, Furtado vizinhos quatorze, Domingos da Vinha vizinhos des Riaxa
Simeira vizinhos cinco, Riacha Fundeira vizinhos des, Torre Simeira vizinhos dezaseis,
Portella vizinhos sete Torre Fundeira vizinhos des. tem hua freguezia no Alemtejo que
1Adição ao texto feita por uma “segunda mão” que não a do autor da memória paroquial.
dista tres legoas, que tem Parocho collado, e he sugeita só a Justissa Secular desta Villa
chamada a freguezia da Comenda.
6. A parochia esta dentro da Villa, e no meyo della.
7. O Seu orágo he nossa Senhora da Vizitação da Senhora pintada, com sua tribuna
de obra compozita; outro da Senhora do Rozario, outro das Almas, e o Sr. Jezus, tem
tres naves com suas colunas bem feitas tem tres Confrarias, a do Santissimo
Sacramento; a da Senhora do Rozario, e a do Senhor Jezus; tem hua Irmandade das
Almas com seu compromisso aprovádo pelo ordinario.
8. O Parocho he vigario, que o he tambem da Vara com seu distrito, hé colládo, he
a data do Serenissimo Sr. D. Pedro Infante de Portugal com gran Prior. tem de renda
cem alqueires de Trigo, quarenta de senteo vinte seis almudes de vinho a bica 34302 reis
em dinheiro; porem por esses 4303 hé obrigado a dizer as missas das quartas, e sestas
feiras da quaresma tem mais tres alqueires de azeite


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9. Tem só hum coadjutor colládo a data do mesmo Serenissimo Sr. Infante tem de
renda cem alqueires de trigo, quarenta de senteyo 4000 reis em dinheiro.
10. Não tem Convento algum.
11. Não tem Hospital.
12. Tem caza de Mizericordia, a qual fundou hum devoto o Cappelão João Pires tem
tão pouca renda, que mal lhe chega para os gastos, tem seu comprimisso approvádo pelo
Soberano com 724 Irmãos sem haver difirença.
13. Tem varias Ermidas que por todas são .9.5 a saber o Espirito Santo, que esta
dentro da Villa S. Sebastião, S. Miguel a Senhora do Pilar, estas tres estão no suburbio
desta Villa, e a Senhora do Pilar he Seu Padroeiro, e pertence aos herdeiros do Vigario
Antonio Alvares Heytor desta Villa que a fundou, tem mais S. Pedro, que está no monte
Fundeiro S. João Evanjelista no Villar da Mó Santa Maria Madalena nos limites da
Riacha Fundeira nossa Senhora das sete fontes nos limites da Torre fundeira tudo deste
termo estão fora dos Cazaes; porem pouca distancia. A Igreija de S. Brás dentro do
Castello com o Santuario de Reliquias aonde estão S. Brás, S. Amaro, e Santa Luzia. O
2Numeração sublinhada pelo autor.
3Numeração sublinhada pelo autor.
4Numeração sublinhada pelo autor.
5Numeração sublinhada pelo autor.
Altar está bem emtalhádo obra antiga, mas grave, porque está o tál Santuario composto
de varios Santos de meyos corpos, braços, e custodias


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Tudo feito com a mayor perfeição as Riliquias são muitas e algũas dellas
preciozissimas; porque são tres de S. Brás que he o bago, pedra do anel, e hum osso
inteiro do dedo index, Santo Lenho parte da Cruz de Caravaca, osso de S. Sebastião,
unica e singularissima o alabastro, ou vazo em que a Madalena levou os aromas que
derramou aos pés de Christo em caza de Simão Leprozo, e se houver duvida nesta
Riliquia haja quem diga aonde está, o osso da Cabeça de Santo Albino, Riliquia de S.
Joze, de S. João Baptista; de Santo Estevão da Capa de S. Domingos carne de Santo
Antão Riliquia de Santa Margarida peixe da menza do Senhor pedra aonde a Senhora
repouzou no Caminho do Egipto, pedra do Templo do Senhor esta he da grandeza de
hũa nós, e côr cederina escura Reliquia do Santo Sudario, Reliquia dos Santos
Ignocentes, Terra do Sepulchro do Santo Lazaro e Reliquias do Calvario, do Sepulchro,
e do Prezepio, e outras muitas Reliquias, que por dicurso do tempo se ignorão de quem
são estas Reliquias não tem autentica mais do que a tradição, e protentos, e milagres,
que obrão. Quem fosse o Fundador da Igreija, e quem nella depozitasse as Requias (sic)
não consta, ainda que nisto há


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Varias oppiniões; porem a mais segura, e conforme a razão he que as depozitou na dita
Igreija hum Principe Frances chamádo D. Gualdin Paes de Maruecos, que foi Maltes;
ainda que outros dizem Templario; porem lidas as Historias se encontra a ser
Templario; porque no testamento de El Rey D. Sancho o primeiro de glorioza memoria
no anno de mil duzentos e dés se acha, que o dito Rey deixou varios legádos, e para a
sua satisfação deixou quinhentos e tres mil, e tantos maravedis de ouro sessenta mil e
quatro centos marcos de prata, os quais ficavão na Freiria de Evora no Castelo de
Tomar, que era do mestre e freires do Templo, e do Castelo de Belver, que era do Prior
do Hospital de Hieruzalem, e em [ou]tras partes mais; e se nesse tempo não fosse ja de
Malta se não declararia, nem os bens dos Templarios passarão aos Maltezes, mas sim a
ordem de Christo.
Estas Santas Reliquias estiverão postas nos peitos dos Santos que se achão no Santuario,
braços, e Custodias; porem há tradição, que vindo hum Maltes vizitar as levara para
Lisboa; e que querendo lá mostrallas as não achou, e que vierão pelo rio Tejo assima,
em hum barquinho com luzes, e muzicas celestes parárão defronte do mesmo Castello, e
querendo varias


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Pessoas chegar a ellas o não conseguirão, e publicado o pretento nesta Villa foi Parocho
com o Clero, e Povo em prossição chegando a praya se veyo a meter o tal barquinhonas
mãos do Parocho com as Santas Reliquias dentro que com a mesma prossição a
depozitarão nesta Matris; passados annos as depozitarão na Igreija de S. Bras em hum
almario que se fes na parede; porem hoje se achão metidas no mesmo altarem hum com
o Sacrario dentro de hum cofre de rico páo emgastado por diante em prata forrado de
seda encarnada o qual mandou o Serenissimo Senhor Infante D. Francisco na sua
minoridade pelo seu lugar Tenente o Balio Fr. Duarte de Almeida. Esta tradição do
barquinho hé certa e verdadeira; porque ainda hoje há algũas pessoas velhicimas que a
conhecerão, ou parte delle: tembem (sic) ha memoria, que havia mais Reliquias, como
erão cabellos de nossa Senhora leite da mesma e cabellos da Madalena; porem esta ja
não exista por incuria dos Parachos meus antessessores as Reliquias, que hoje existem
se achão metidas em caixinhas forradas, e cubertas de seda, e lacradas para mayor
sigurança; a do Santo Lenho, pedra


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Do anel de S. Bras; osso do mesmo santoestão metidas em hum cofre de marfim com
sua fixadura de prata, e as de mayor grandeza estão per sim, mas tudo dentro do cofre,
que mandou o dito Senhor Infante. A nem hũa destas Igreijas, ou Ermidas ha Romagẽs
notorias mais, que no seu dia, ainda que vem alguns Romajeiros ás Santas Reliquias,
mas com mais frequencia em dia S. Brás, Santa Cruz de Mayo, e Santa Cruz de
Setembro, que são os dias em que se mostrão as Santas Reliquias.
14. Fica respondido.
15. Os frutos desta Villa que se recolhem com mais abundancia, he azeite, que he
singular, vinhos poucos, mas singuralissimos (sic), que há caza, que tem vinho que
passa de cem annos.
16. Tem Camera com dous Juizes ordinarios, tres vereadores, hum procurador,
Escrivão da Camera, que o he de todos os officios, Alcayde, e Porteiro: tem duas
Companhias de ordenança com Cappitães, e mais officiaes subalternos, Cappitam mór,
Sargento mór, e hum Ajudante, ainda que de prezente se não acha mais


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Que o Cappitam e Ajudante, e tudo o mais esta vago.
17. Não he couto, cabeça de concelho, honra, Behetría; porque como ja se disse he
da correiçãodo Crato, e sujeita ás Justissas, que a gorvernão (sic).
18. Não há memoria de sujeito algum que florecese em virtudes, letras, ou armas,
ainda que tem havido sujeitos grandes em letras, mas não passão do comum.
19. Não tem feira algũa,
20. Nao tem Correyo, serve-se do de Abrantes, que dista quatro legoas.
21. Dista da Villa do Crato Capital seis legoas, e da Capital de Lisboa vinte e outo.
22. Não se sabe que haja privilegios, ou antiguidades, ainda que ha tradição que os
tem grandes por por respeito do Castello, e que se achão na Torre do Tombo, e no
archivo da torre de Moncorvo.
23. Não há na terra nem em seu


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Termo fonte, ou lagoa com especialidade.
24. Nao hé porto do mar.
25. A villa não murada tem hum Castello distante o tiro de hum mosquete em
hum monte levantado e separádo dentro do quál está a Igreija de S. Brás, e as Santas
Reliquias de prezente muito aruinádo obra coma (sic) já se disse no item 13.6 de D.
Gualdim Paés de Marruécos ainda que muitos dizem hé obra do Conde D. Nuno
6Numeração sublinhada pelo autor.
Alvares Pereira, o que não póde ser porque se encontrão com a verdade das Histórias
antigas.
26. A torre de homenagem do dito Castello no o terremoto de 17557 padeceo hũa
grande ruina que ainda se acha por reparar.
27. Ha no termo desta Villa no sitio da Ribeira de Canas huá cova chamada lapa de
Monis com boa entrada; porem vay-se estreitando para dentro, e não ha memoria, que
alguem lhe chegá-se ao fim por cauza do grande escuro, e receyo de bichos, que se
prezume habitarem dentro, há porem tradição que fazendo-se lhe huá grande fugueira á
porta fora sahir fumo perto


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De huá legoa para o nascente; há tambem defronte da mesma cóva para o norte hum
algarão que estando em lugar alto e lhaneca sempre esta cheyo de agoa clara, e
excellente, e della bebem os caçadores, pastores, e mais gente que por ali passa e
lancando lhe hũa pedra se houve como que desce por hũa escada por largo tempo.
Rellação sobre a serra.
1 – 2 – 3 – 4 – 5 – 6 – Nada.
7. Ainda que não há serra digna de memoria, há porem muitos outeirose em alguns
delles se açha ouro por sima da terra principalmente ás primeiras agoas do Outono e no
Cazal do Outeiro termo desta Villa há hum grande mineral de ouro, e na Camera desta
Villa se açha hũa provisão régia registrada para Rodrigo Brancão Olandes de nação
poder abrir as taes minas; porem the o prezente não teve effeito.
8. Não há plantas, nem ervas medicinaes neste termo de que haja noticia ainda que
o vulgo em algũas descobre virtude para ás suas necessidades.
9. Não há Mosteiros, Igreijas, ou Imgens (sic) milagrozas.


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10. O temperamento do país hé temperado e salutifero.
7Numeração sublinhada pelo autor.
11. Há poucas {poucas} criações de gádos, muito lobo, e ainda dos sorvais8, gátos
montezes, Texugos, e certos animalejos chamados tourães inimigos capitaes de
galinhas; a caça são alguns coelhos muitas perdizes, e poucas lebres.
12 – 13 – Nada.
Rellação sobre os rios.
1. O rio que passa junto a esta villa hé o Tejo dizem nasce nas mançhas de Aragão.
2. Nao se sabe se nasce, ou não caudolozo corre todo o anno.
3. No districto desta Villa no rio Tejo entrão tres ribeiras, que correm todo o anno
hũa chamada a de canas, que se mete no Tejo junto do caaxão de canas outra a da
Riaçha, que se mete detras do castello por sima do Namal, outra a de eiras, e he a mayor
e se mete no Tejo no sitio chamado o carreiro.
4. He navegavel em todo o tempo as embarcações de que hé capax neste sitio sao:
Batéos, Batelões, Bateiras e Muletas.
5. Em todo o termo desta Villa hé o mais


/p. 632/
Arrebatado que tem todo o rio, e será distancia de legoa e meya.
6. Corre do nascente a poente. [[…]]9
7. Neste districto se criam varias especies de peixes: a saber, pordalos, bogas,
barbos, que os há tão grandes, que passão de arroba alguns, e desta especie há a mayor
abundancia, cria sermões, heiróes, eTencas, e alguns chixárros.
[[8.]] Há nelle grandes pescarias de saveis, lampreas, Tainhas, e Sabogas; porem todos
estes peyxes se pescão no tempo da Primavera quando aribão, e só as Tahinhas; ainda
que se pesquem todo o anno dessem ao mar a dezovar.
9. As pescarias com reydes de varrer são livres para quem quer pescar, como
tambem com covãos, e enzoladas, porem ha certas pesqueiras, hũas feitas por arte e
outras pela natureza as quais são de particulares, e o que rendem he para seus donos;
porem pagão hum tenue foro cada hũa ao Serenissimo Senhor Infante Gram Prior, e só
dos saveis se pagão Dizimos, e o mesmo Senhor no seu
8Reporta-se a “cerval”, ou lince-ibérico.
9Duas palavras riscadas pelo autor.


/p. 633/
Priorado tem o direito das agoas; de sorte que ainda para os engenhos em ribeiras
menores para se tirar agoa lhe pagão foro.
10. [[décimo]] As margens do rio neste districto são infructiferas, por todas serem area,
e pedras, e só em alguns cantos ficão huns pequenos nateiros, que de verão se semeão
de feijões; das margẽs para fora nas ladeiras tem muito arvoredo de oliveiras, e varios
matos sylvestres.
11. A vertude particular das suas agoas deste districto he criarem ouro, e em certos
tempos principalmente na canicula são medicinaes os seus banhos.
12. Concerva sempre o mesmo nome.
13. Morre no mar junto a Belem na praya de Lisboa.
14. No districto desta Villa tem varias caxoeiras assim no grande comono pequeno;
porque no grande tem a boca de Leão agoas da Temeroza e Bombaes; e no pequeno, e
ainda medianno tem o caxão de Cabril pedra da Trevossa, corrente da Negra; caxão de
canas; corrente de Alboiginha; e caneiro, porem o peyor de todos


/p. 634/
Hé o caxão de canas por lhe succederem as brulhas da Caldeira, Pero olival, e
Paparoinha; mas sempre hé navegavel e o mais, ou menos perigo; não tem repreza,
levada, ou asude, que lhe embarassem a navegação.
15. O Tejo não tem ponte algũa neste districto, mas as tres ribeiras assima nomeadas
cada hũa tem sua ponte de pedra, a de Eiras na estrada que vay do Mação para á beira, a
de canas na estrada que desta Villa para o Outeiro, a da Riacha na estrada que vay desta
Villa para o Mação, e logo junto a esta Villa.
16. Ainda que no districto desta Villa havia alguas azenhas hoje se achão demolidas
por ordem do Soberano: nas tres ribeiras assima nomeadas há varios lagares de azeite, e
moinhos, que moem a mayor parte do anno.
17. Em todo o tempo nos mezes do verão no districto desta Villa se tira ouro das
areas do Tejo, e na ribeirade canas, porem são certos homens


/p. 635/
{Homens}, que çhamâmos gandaeiros, que das partes de Arganil; que os naturaes o não
sabem tirar.
[[18.]] Os Povos uzão livremente das agoas para a cultura dos campos se a podem tirar.
19. Nada.
20. Nada.
E não ha mais couza algua que possa dizer, mas o que vay dito he a mesma verdade de
que mandei escrever a prezente que asignei.
Belver 6. de outubro10 de 175911.
O vigário Fr. Manuel Lourenço Dourado


Transcrição: Leonor Dias Garcia


10Palavra sublinhada pelo autor.

11Os dois últimos parágrafos são autógrafos. O restante texto das memórias paroquiais de Belver é de
outro autor.

Actualizado em Quarta, 23 Julho 2014 17:56  


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